Através do ego e do oportunismo de seu protagonista, Marty Supreme desmonta tanto a clássica narrativa de ascensão esportiva quanto a própria promessa do sonho americano.
Enquanto muitos confundem humor negro com provocações baratas, Anders Thomas Jensen nos mostra que para rir das misérias humanas é necessário ter sensibilidade e discernimento.
Ao orquestrar um dilema entre a vingança e a absolvição, Foi Apenas um Acidente expõe a violência como um ciclo que persiste mesmo quando nasce do desejo de justiça.
Ao optar por uma homenagem segura e preocupada em preservar a imagem pública de Maurício de Sousa, a cinebiografia nunca explora a humanidade do artista, limitando-se a uma narrativa nostálgica, meritocrática e inofensiva.
Sonhos de Trem abraça a ideia de que a vida só pode ser entendida em retrospecto, criando um belo filme sobre a grandeza daquilo que parece pequeno demais para ser notado.
Daniel Rezende rejeita as tendências do cinema atual e abraça o risco como método, proporcionando em O Filho de Mil Homens a obra mais poética de sua filmografia.
Vencedor do Prêmio do Júri em Cannes, Sirāt tenta disfarçar seu vazio com momentos abruptos de impacto, mas falha em construir qualquer substância narrativa ou emocional.