Sonhos de Trem abraça a ideia de que a vida só pode ser entendida em retrospecto, criando um belo filme sobre a grandeza daquilo que parece pequeno demais para ser notado.
Daniel Rezende rejeita as tendências do cinema atual e abraça o risco como método, proporcionando em O Filho de Mil Homens a obra mais poética de sua filmografia.
A obra trata o olhar infantil como uma ferramenta de exploração filosófica, transformando a primeira infância numa reflexão sobre percepção, linguagem e o surgimento da consciência.
Paul Thomas Anderson transforma o caos político contemporâneo num espetáculo tragicômico, subvertendo o blockbuster para expor o esgotamento ideológico de uma nação que ainda se recusa a enxergar o próprio abismo.
A Hora do Mal (2025) se insere no post-horror ao priorizar a construção de um universo dramático em vez dos elementos típicos do terror, ainda que mantenha imagens grotescas e um monstro central.
O filme biográfico de Ney Matogrosso pode não ser tão ousado quanto o cantor, mas ainda assim consegue ser uma obra bonita, charmosa, responsável e elegante.
Sorry, Baby (2025) é um filme desordenadamente honesto: em meio aos traumas do passado, nossa heroína encontra espaço para a esperança de um futuro melhor.