Divertido e cheio de referências à cultura da virada do milênio, Don’t Trip (2025) tropeça na falta de ousadia e no excesso de elementos narrativos, o que acaba tornando a história, em certos momentos, confusa.
Fun and packed with turn-of-the-millennium cultural references, Don’t Trip (2025) stumbles over its lack of boldness and its overload of narrative elements, which ends up making the story feel confusing at times.
Embora o novo filme tente atualizar o clássico da década de 1990, ele perde o charme, a tensão e o carisma que tornaram o original minimamente interessante. Jennifer Kaytin Robinson entrega um filme sem personalidade, com humor deslocado e nostalgia mal aproveitada.
Giuseppe Tornatore registra o fim de uma era em que ir ao cinema era uma experiência coletiva, capaz de conectar gerações e moldar o olhar de cada espectador.
Paul Thomas Anderson transforma o caos político contemporâneo num espetáculo tragicômico, subvertendo o blockbuster para expor o esgotamento ideológico de uma nação que ainda se recusa a enxergar o próprio abismo.
A Hora do Mal (2025) se insere no post-horror ao priorizar a construção de um universo dramático em vez dos elementos típicos do terror, ainda que mantenha imagens grotescas e um monstro central.
Juntos (2025) transforma o body horror em uma metáfora: o desencontro romântico é tão doloroso quanto a violência grotesca do corpo. Mais do que os efeitos viscerais, é o retrato das frustrações humanas em um filme exitoso.
O filme biográfico de Ney Matogrosso pode não ser tão ousado quanto o cantor, mas ainda assim consegue ser uma obra bonita, charmosa, responsável e elegante.