Ao optar por uma homenagem segura e preocupada em preservar a imagem pública de Maurício de Sousa, a cinebiografia nunca explora a humanidade do artista, limitando-se a uma narrativa nostálgica, meritocrática e inofensiva.
Sonhos de Trem abraça a ideia de que a vida só pode ser entendida em retrospecto, criando um belo filme sobre a grandeza daquilo que parece pequeno demais para ser notado.
Daniel Rezende rejeita as tendências do cinema atual e abraça o risco como método, proporcionando em O Filho de Mil Homens a obra mais poética de sua filmografia.
Giuseppe Tornatore registra o fim de uma era em que ir ao cinema era uma experiência coletiva, capaz de conectar gerações e moldar o olhar de cada espectador.
O filme biográfico de Ney Matogrosso pode não ser tão ousado quanto o cantor, mas ainda assim consegue ser uma obra bonita, charmosa, responsável e elegante.
Eddington (2025) é um filme ousado por construir uma alegoria teatralizada dos Estados Unidos, mas o resultado é mais confuso do que claro: o sarcasmo é desenfreado, deixando a obra pesada em intenções e fraca em profundidade.